Sony cria tela flexível de OLED que pode ser enrolada

O protótipo, que será apresentado esta semana pela empresa, pode ser enrolado em torno de um lápis enquanto exibe imagens.

A fabricante de eletrônicos Sony desenvolveu uma tela colorida flexível que é forte o suficiente para ser enrolada em um lápis, enquanto exibe imagens em vídeo.

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A tela só será apresentada com mais detalhes na quinta-feira (27/5), na conferência Society for Information Display, em Seattle, Califórnia, nos Estados Unidos, mas a companhia já divulgou um vídeo mostrando a novidade em ação.

O vídeo mostra a tela sendo enrolada e desenrolada em um cilindro de quatro milímetros de diâmetro. A tela exibe imagens e parece não ser afetada pelos movimentos. Há vários pixels com problemas na tela, provavelmente resultantes de transistores ou conexões ruins, mas essas falhas são comuns em protótipos de telas.

A tela de 4,1 polegadas tem resolução de 432×240 pixels, similar ao que é oferecido pela maioria das fabricantes em massa de celulares.

O produto foi desenvolvido com os recém-desenvolvidos transistores orgânicos ultrafinos, que são utilizados para compor o circuito responsável pelas imagens. Esses novos transistores podem ser colocados diretamente em um material flexível, sem a necessidade de chips rígidos, que não permitiriam que a tela enrolasse.

Telas flexíveis e enroláveis são uma área quente no setor de pesquisas de telas. Elas são mais finas, mais claras e geralmente mais resistentes do que as telas convencionais, baseadas em vidros.

Asus mostra dispositivos conceitos contruídos com tela OLED flexível

Entre as novidades estão um netbook dobrável, tela para usar no pulso e uma TV de 47 polegadas.

A fabricante asiática Asus apresentou nesta quinta-feira (7/1), no CES 2010, novos design para alguns dos equipamentos que fabrica e que podem trazer em breve aplicações para telas OLED flexíveis. Entre eles estão um netbook dobrável, tela de pulso e ainda uma TV LED de 47 polegadas.

O netbook conceito terá duas telas touch de 9 polegadas, uma delas localizada onde  normalmente estaria o teclado, que não existe como dispositivo físico. O netbook pode ser totalmente desdobrado para assumir a forma de um tablet com uma tela única.

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Um representante da empresa afirmou que a ideia é usar tecnologia OLED para permitir que a tela possa ser flexível.

O equipamento ainda é um protótipo e a fabricante não revelou planos de se nem quando ele pode se tornar um produto comercial.

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Outro dispositivo com tela OELD flexível foi um relógio de pulso que consiste em um display de cerca de duas polegadas para ser usado ao redor do pulso com funções, claro, de relógio e outras aplicações interativas.

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A Asus demonstrou ainda um protótipo de TV LED de 47 polegadas com alto-falantes destacáveis que podem ser removidos para ocupar menos espaço.



Navegação 3D no Firefox

No fim de 2009, a Fundação Mozilla anunciou o desenvolvimento de um tecnologia que permitiria processar imagens 3D direto no browser: o projeto WebGL, evolução do antigo Canvas3D, que chegou até a ter uma versão beta liberada para testes pelos usuários do navegador em todo o mundo.

Algum tempo depois, a extensão Tab Effect passou a oferecer o efeito 3D para a mudança de abas.

Agora, a extensão Cooliris [1] começa a oferecer interface para visualização de qualquer imagem e vídeo em um formato 3D, transformando-a em uma experiência mais divertida.

Depois de baixar e instalar, é preciso fazer alguns ajustes para melhorar sua experiência de visualização. Funciona bem com imagens do Flickr e do Picasa e vídeos do YouTube.

Cooliris

O próprio fabricante recomenda o uso com a versão 3.5.2+ do Firefox . Mas funciona em outras versões também.

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Faça o download aqui: Cooliris

6 razões pelas quais o Android 2.2 é melhor do que o iPhone OS

Confira alguns recursos que colocam a nova versão do sistema do Google à frente do sistema operacional da Apple.

O recém-anunciado Android 2.2 (Froyo) parece ser um vencedor, com uma série de recursos que vão muito além do iPhone OS. Aqui estão seis razões que tornam a nova versão do sistema da Google superior à do iPhone.

Thetering
Quer utilizar seu celular como um modem de banda larga para seu computador, livre de bloqueios?  Com o Android 2.2, você pode fazer isso. No iPhone, ainda há restrições, principalmente nos Estados Unidos (no Brasil isso já é possível).

Transforme seu celular em um ponto de acesso sem fio
Com o Android 2.2, é possível compartilhar internet via Wi-Fi, sem necessidade de cabos. No iPhone, isso não é permitido pela Apple. Na apresentação do sistema, a Google mostrou o Android oferecendo acesso Wi-Fi para um iPad.

Flash
O novo sistema terá suporte ao Flash. Você já deve ter ouvido centenas de vezes, o iPhone não rodará Flash, e Steve Jobs já provou que isso é para sempre. Isso significa que o Android oferece acesso a muito mais conteúdo do que o iPhone.

Aplicativos abertos
Quer baixar um aplicativo? No iPhone, você só pode baixar o que Apple quer que você baixe (a não ser que você faça jailbreak), e ela ainda censura uma série de aplicativos. No Android, você pode baixar o que quiser, seja por meio do Android Market ou pela web.

Multitarefa
Quer executar vários aplicativos ao mesmo tempo em um celular com Android? Claro. Vá em frente. No iPhone? Não, ainda não. Mas isso deve melhorar com o iPhone 4.0.

Mais opções de operadoras
Quem vive no Brasil não tem esse problemas. Mas os norte-americanos têm que conviver com a AT&T, que tem exclusividade de oferta do iPhone nos EUA. Liberdade de escolha é importante.

Veja abaixo um vídeo com alguns dos recursos do Froyo.

Entenda a relação da maior máquina do mundo com a origem do Universo

Pedaços muito menores que um átomo são estudados no LHC.

Cosmologia e física quântica se encontram no estudo de partículas.

Iberê Thenório Do G1, em São Paulo

Quando o acelerador gigante de partículas LHC, na Europa, começou a colidir os primeiros prótons uns contra os outros, muita gente disse que o homem “brincava de Deus” ao construir a maior máquina do mundo – um túnel subterrâneo de 27 quilômetros – para reproduzir condições semelhantes às do surgimento do Universo.

Mas, afinal de contas, o que os prótons – partículas muito pequenas que ficam no núcleo dos átomos – têm a ver com a teoria do Big Bang, segundo a qual o Universo surgiu de uma espécie de explosão há cerca de 14 bilhões de anos?

Dentro do LHC, a cosmologia – ciência que estuda a história do Universo – e a física quântica – que estuda as partículas menores que existem – se encontram.

Essa união inusitada só é possível porque, em determinado ponto da evolução do universo, menos de uma pequeníssima fração de segundo após o Big Bang, acredita-se que houve uma grande “sopa” de partículas. Essa mistura esfriou, se expandiu e deu origem a tudo o que conhecemos hoje.

O problema é que a única forma de entender como funcionava essa grande “sopa” é quebrar os objetos em pedaços cada vez menores: moléculas, átomos, prótons e finalmente quarks, léptons e bósons. Para chegar nesses últimos, é necessária tanta energia que só mesmo uma espécie de “pista de corrida” de 27 quilômetros consegue resolver.

Colisão de prótons no LHCColisão de prótons dentro do LHC gera informações para o estudo de partículas muito menores do que um átomo. A partir de imagens como essa, gerada dentro de um dos sensores da máquina, cientistas conseguem confirmar as leis mais avançadas da física. (Foto: Divulgação)

Quando os prótons se chocam dentro do LHC, sensores de última geração analisam seus estilhaços, formados por essas minúsculas partículas. Por meio de “fotos” da colisão é possível entender o comportamento delas, e analisar como se comportariam dentro da “sopa primordial” que deu origem às estrelas e planetas.

Multiuso
Mas não é somente essa a função do LHC. A máquina gigante é, antes de tudo, uma forma de alargar as fronteiras da ciência, ou seja, entender como funcionam as menores partículas que conhecemos e, quem sabe, até descobrir algumas novas.

“O LHC é extremamente importante porque está abrindo a física para um mundo que a gente ainda não viu. É como se você passasse anos dentro de uma casa fechada, não tivesse a menor noção de como é o mundo lá fora, e de repente você abre uma janela e vê esse novo mundo, e fala ‘Olha só quanta coisa nova que eu não sabia que existia!’”, explicou o físico brasileiro Marcelo Gleiser em entrevista ao G1.

Uma das novas partículas mais buscada – mas nunca vista – é um tal “bóson de Higgs”. Dentro da grande “sopa”, foi ele que supostamente deu massa à matéria na hora em que as partículas se transformaram nos primeiros átomos. Se a história é verdadeira, só se vai saber caso esse bóson apareça nas colisões entre os prótons.

Corrida tecnológica
Cientistas também defendem que um grande benefício do LHC é um “efeito colateral” da sua construção. Para fazer um túnel subterrâneo de 27 km, mantê-lo a uma temperatura a mais de 200 graus Celsius abaixo de zero, no vácuo, e acelerar partículas à velocidade da luz foi necessário desenvolver novas tecnologias.

Cientistas da Unesp observam LHCPesquisadores Franciole Marinho e Sérgio
Novaes, da Unesp, observem em São Paulo
as primeiras colisões de partículas do LHC.
(Foto: Iberê Thenório/G1)

“É muito mais interessante termos uma corrida tecnológica por causa de estudos científicos, como o LHC, do que desenvolvermos tecnologia por causa de brigas entre países, como aconteceu nas grandes guerras mundiais”, defende o físico Franciole Marinho, Universidade Estadual Paulista (Unesp), que trabalha em um dos grupos brasileiros responsáveis pro processar os dados lidos pelo LHC.

Saiba mais sobre partículas elementares no site do grupo brasileiro

Marinho acrescenta que, no passado, pesquisas realizadas no Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), responsável pelo LHC, permitiram o desenvolvimento de tecnologias sem as quais o mundo seria completamente diferente.

“A contribuição mais famosa foi a criação do ‘www’ que utilizamos para navegar na internet. Outro exemplo foi o desenvolvimento de métodos que hoje são utilizados para diagnósticos médicos, como o PET e o CT scan”, avalia.